A tontura é um sintoma muito comum e pode significar coisas diferentes para cada pessoa. Algumas descrevem sensação de que o ambiente está girando; outras, desequilíbrio ao caminhar, fraqueza ou sensação de que estão prestes a desmaiar.
Por isso, a pergunta “Tontura: quando pode ser um problema do coração?” começa por entender exatamente o que a pessoa sente.
Quando a tontura se parece com sensação de desmaio iminente, escurecimento da visão ou fraqueza súbita — especialmente se estiver associada a palpitações, esforço, dor no peito ou falta de ar — uma causa cardiovascular precisa ser considerada.
Tontura e coração: em quais situações investigar?
O coração mantém o fluxo sanguíneo necessário para o cérebro e os demais órgãos. Alterações importantes da frequência ou do ritmo cardíaco, quedas da pressão arterial ou determinadas doenças estruturais do coração podem reduzir temporariamente esse fluxo e provocar sensação de desmaio, fraqueza ou escurecimento da visão.
As arritmias estão entre as causas cardiovasculares que precisam ser consideradas. Algumas são benignas, enquanto outras podem comprometer o débito cardíaco e provocar sintomas.
Palpitações associadas a tontura ou sensação de desmaio, principalmente quando começam de forma súbita ou aparecem durante esforço, merecem avaliação.
Tontura ao levantar pode ser queda da pressão?
Sim. Quando o sintoma aparece após levantar da cama, de uma cadeira ou depois de permanecer algum tempo em pé, uma possibilidade é a hipotensão ortostática.
Ela ocorre quando existe uma queda significativa da pressão arterial após assumir a posição em pé. Entre os fatores associados estão desidratação, alterações do sistema nervoso autônomo e determinados medicamentos.
Medicamentos utilizados para hipertensão, diuréticos e outros fármacos podem contribuir em algumas situações. Isso não significa que o tratamento deva ser interrompido por conta própria.
A revisão das medicações e a medida da pressão arterial deitada e em pé podem fornecer informações importantes já na avaliação inicial.
Quando a tontura pode estar relacionada a uma doença estrutural do coração?
Em pessoas com determinadas doenças cardíacas estruturais, como algumas valvopatias, cardiomiopatias ou outras condições que limitam o débito cardíaco, tontura ou sensação de desmaio durante esforço merece atenção especial.
Nesse contexto, é importante observar se existem também falta de ar, dor no peito, palpitações, redução da capacidade para realizar esforços ou desmaio.
A ocorrência de sintomas durante exercício é uma informação particularmente relevante e deve ser comunicada ao médico.
Sinais de alerta: quando procurar atendimento imediatamente?
Algumas situações associadas à tontura exigem avaliação urgente.
Tontura ou sensação de desmaio acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, palpitações persistentes ou perda de consciência pode indicar uma condição cardiovascular que precisa ser avaliada rapidamente.
Também é necessário procurar atendimento imediato quando surgem sinais neurológicos súbitos, como dificuldade para falar, fraqueza ou perda de sensibilidade de um lado do corpo, alteração importante da visão, dificuldade para caminhar ou confusão.
Quando houver perda de consciência durante exercício ou outros sinais de gravidade, a avaliação também não deve ser adiada.
Nem toda tontura tem origem cardíaca
Na maioria das vezes, tontura não significa necessariamente doença do coração.
Alterações do ouvido interno, causas neurológicas, anemia, desidratação, hipoglicemia, efeitos de medicamentos, algumas alterações metabólicas e situações relacionadas à ansiedade estão entre as possibilidades.
Quando existe a sensação de que o ambiente está girando, por exemplo, uma causa vestibular pode ser mais provável do que uma causa cardiovascular.
Por isso, o primeiro passo não é escolher um exame, mas caracterizar corretamente o sintoma.
Como é feita a investigação quando existe suspeita cardiovascular?
A investigação começa pela história clínica, exame físico, revisão dos medicamentos e avaliação da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Quando existe suspeita de hipotensão ortostática, a medida da pressão arterial em diferentes posições pode ser particularmente importante.
O eletrocardiograma (ECG) pode identificar alterações do ritmo ou da condução elétrica que ajudam a direcionar a investigação.
Quando existe suspeita de uma arritmia intermitente, a monitorização eletrocardiográfica ambulatorial pode ser indicada. O Holter 24 horas é uma das possibilidades, especialmente quando existe chance razoável de o sintoma ocorrer durante o período de monitorização. Quando os episódios são menos frequentes, outros períodos ou métodos de monitorização podem ser mais adequados.
O ecocardiograma pode ser indicado quando existe suspeita de doença estrutural do coração.
O teste ergométrico pode ter utilidade em situações selecionadas, principalmente quando os sintomas estão relacionados ao esforço.
Exames laboratoriais ou outras investigações podem ser necessários conforme a hipótese clínica.
O objetivo é selecionar os exames de acordo com as características da tontura e com a suspeita diagnóstica, e não solicitar uma bateria de testes para todas as pessoas. Conheça também os exames realizados na Clínica Epicárdio.
Quando procurar um cardiologista por tontura?
Tontura recorrente acompanhada de palpitações, sensação de desmaio, sintomas durante esforço ou presença de doença cardiovascular conhecida pode justificar avaliação cardiológica.
Na Clínica Epicárdio, em Passo Fundo, a investigação é orientada pelas características dos sintomas, exame clínico e perfil de risco de cada pessoa, selecionando os exames apenas quando eles podem acrescentar informação à hipótese diagnóstica.
Quando a tontura estiver acompanhada de desmaio, dor no peito, falta de ar importante ou sinais neurológicos súbitos, a prioridade é procurar atendimento de urgência.

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